Máquina da semana: Volkswagen Logus

Lançado no final de 1992 pela Autolatina para substituir o Volkswagen Apollo, o Logus nunca foi um grande sucesso de vendas, mas teve os seus momentos de glória no Brasil. A Autolatina viu a necessidade de produzir um sedã médio, desta vez com identidade própria, já que no final dos anos 80 lançou Ford Verona e VW Apollo como irmãos gêmeos, ambos foram um fracasso. Ao invés de fazer dois carros idênticos, a Autolatina decidiu fazer dois modelos destintos (VW Logus, com apenas duas e Ford Verona de segunda geração, apenas com quatro portas).

Os desenhos do novo projeto tiveram início nos estúdios de design da Ghia, em Turim-Itália, mas foram finalizados pela Volkswagen do Brasil, com a liderança de Luiz Alberto Veiga, conhecido como “o pai do Fox”. As inovações do carro eram o carborador eletrônico, que acionava automaticamente o afogador e a rotação de marcha lenta era mantida e o câmbio HQ, com trambulador acionado por cabos.

Apesar de ter sido lançado em 1992, época em que VW Santana, VW Gol GTi, Ford Versailles e Chevrolet Monza tinham a opção de injeção eletrônica e o Chevrolet Omega foi lançado com injeção eletrônica em todas as versões. O Logus era disponível apenas com o antiguado carborador, chamado de “carborador eletrônico”. Apenas em 1995 o carro recebeu a injeção eletrônica, mas como opcional.

O Logus era produzido na planta da Ford no Taboão, em São Bernardo do Campo-SP, sobre a base do Ford Escort brasileiro de segunda geração, assim como o seu antecessor, o VW Apollo era feito junto com a primeira geração do Escort.

O Logus foi lançado apenas com carroceria duas portas, nas versões CL 1.6, GL 1.8 e GLS 1.8. A versão CL vinha equipada com o motor AE1600 (CHT) de origem Ford. As versões GL e GLS vinham equipadas com o motor AP1800, este sim, de origem VW. A versão de entrada não tinha muitos equipamentos de série, a versão GL tinha vidros verdes, rádio e espelho no pára-sol. A versão GLS acrescentava faróis de neblina, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétricos, ar-condicionado, direção hidráulica, rodas de liga leve e rádio toca-fitas com amplificador e equalizador, o mesmo que equipava o Escort XR-3.

Em 1994 a versão top de linha GLS ganhou o motor 2.0 com 105 cv com gasolina e 113 cv com álcool e carborador eletrônico. Ainda em 1994, surgiu a versão GLSi 2000, com injeção eletrônica multiponto FIC Digital EFI-D. O carro foi testado pela revista “Quatro Rodas” e considerado o Volkswagen mais veloz produzido no Brasil, chegando aos 194 km/h de velocidade máxima.

Em 1995 as versões CL 1.6 e GL 1.8 também ganharam opção de injeção eletrônica monoponto FIC Digital FC1-D. Neste ano a VW lança o Logus Wolfsburg Edition, uma homenagem a cidade-natal da Volkswagen, equipado com o motor 2000i. Entre os diferenciais estavam a frente do Pointer, com faróis maiores, rodas de liga leve aro 14 e acabamento interno exclusivo, com interior todo em veludo. O carro perdeu o CD player com equalizador, presente apenas na versão GLS, mas ganhou melhorias no motor, que gerava 120 cv na versão a gasolina e 123 cv na versão movida a álcool.

Em 1996 todos os Logus saiam de fábrica com injeção eletrônica, as versões eram a CLi 1.6, GLi 1.8, GLSi 2000 e a série especial Wolfsburg Edition 2000i. Com o fim da Autolatina em outubro de 1996, Ford e Volkswagen fizeram um acordo que previa a manutenção dos produtos híbridos por um ano.

Em 1997 poucas unidades do carro foram produzidas (estima-se que apenas 1000), para aproveitar as peças ainda disponíveis. Depois que o Logus saiu de linha, a VW trouxe o Polo Classic da Argentina, um sedã de quatro portas com design moderno e em versão única, com motor 1.8 Mi. O Polo Classic não emplacou nas vendas.

 

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