Máquina: Yamaha RD350

A Yamaha RD350 completou 40 anos do seu lançamento no Japão. No Brasil, a “Viuva Negra” durou duas décadas e se tornou uma das esportivas mais queridas.

Equipada com motor de dois tempos, a moto queimava gasolina e óleo e lançava uma fumaça branca pelo escapamento. Apesar da pouca cilindrada, tinha desempenho superior ao da sua principal rival, a Honda CBX 750 Indy, conhecida como “Sete Galo”. Mas este desempenho superior só aparecia em altas rotações. Em 1983 a Yamaha apresentou o sistema YPVS, que abria ou mantinha fechada uma válvula de escape, que segurava os gases, melhorando o desempenho em baixas rotações.

Lançada no Japão em 1973, a RD teve algumas unidades importadas para o Brasil, antes das restrições aos produtos importados.

Em 1986 a RD 350 passou a ser produzida em Manaus-AM. Tinha carenagem parcial e semi guidons. Um ano depois a produção virou exclusividade local e ganhou carenagem integral para ser exportada para Japão e Europa.

Com motor de dois cilindros paralelos, a versão para o mercado nacional tinha potência de 55 cv. Já a versão destinada ao mercado japonês tinha 63 cv de potência.

Em 1989 foi produzida a série limitada denominada limited edition, em comemoração ao sucesso de vendas da motocicleta no exterior, principalmente na Europa. Foram fabricadas apenas 350 exemplares, os quais foram numerados por uma plaqueta de identificação. O modelo da série limitada caracterizava-se, especialmente, pela pintura cor branco perolizado e pelos gráficos exclusivos. Os gráficos eram idênticos aos do modelo comercializado na Europa alguns anos antes (1986-1988). O propulsor da série especial tinha 63 cavalos, contra 55 do modelo convencional, em razão de algumas mudanças, principalmente maior taxa de compressão – o que exigia a utilização de combustível especial na época. Especulou-se que apenas algumas destas 350 motos da série especial foram comercializadas no mercado brasileiro, pois grande parte desta produção teria sido direcionada a pessoas de notável importância da Yamaha, como diretores, dirigentes, investidores, tanto do Brasil quanto do exterior, ou seja, poucas unidades foram efetivamente vendidas no país.

Em 1991 a “Viuva Negra” foi reestilizada e ganhou duplos farois redondos, novos garfos, freios e pneus mais largos. A essa altura a sua principal rival passou a ser a Honda CBR 450 SR.

Com a reabertura das importacoes, a RD 350 perdeu espaço no mercado nacional e em março de 1993 ela deixou de ser vendida aqui no Brasil, mas continuou sendo produzida e exportada até ser totalmente descontinuada, em 1995.

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